quarta-feira, 21 de setembro de 2011

\,,/



[1] Dedicado a uma certa... joaninha :)
[2] Batman, é você? :o

Protegendo a natureza

Olá mamíferos! Tudo bem com vocês? Espero que não estejam sentindo a minha falta. Ando bastante ocupado, mas isso não interessa.

Hoje vou falar de um assunto polêmico, que não são mamilos. Vou falar sobre pessoas que não comem carrrrne para fazer valer o direito dos animais. Por tabela, essas pessoas acham que estão ajudando o planeta. Vou usar um instrumento muito importante, chamado lógica, para mostrar para essas pessoas o jeito mais digno de ajudar não só os animais, mas também todo o universo! Legal, não é?

Por que não comer animais? Porque, para isso, teríamos que matá-lo, ou seja, tirar-lhes a vida (esta é a palavra chave). Como matar nós mesmos, humanos da mesma espécie, é moralmente inaceitável, por que não ser um pouco mais geral e considerar também moralmente inaceitável tirar a vida de um animal de uma espécie que não a Homo sapiens? Afinal de contas, muitos deles sentem dor. Muitos deles criam laços de afetividade com outros seres de outras espécies (a nossa própria é um exemplo disso). A maioria desenvolve mecanismos complexos de reprodução. Por que maltratar pobres seres que estão simplesmente cumprindo seu papel na natureza? Vamos parar de matar animais. Vamos caçar outras coisas, como vegetais e fungos.

Mas... isso está certo? Vegetais e fungos também são seres providos de vida. Elas também desenvolvem mecanismos complexos de reprodução, e cumprem seu papel na natureza. E eles servem também como alimento para os animais, nos quais temos a obrigação de proteger, já que a maioria deles não tem consciência de seus direitos. Como para nós, humanos, é moralmente inaceitável nos apropriar indevidamente do alimento de nossos companheiros de espécie, por que não estender essa lógica para as outras espécies? Nós, humanos, deveríamos ser proibidos de nos apropriar indevidamente do alimento de animais de outras espécies que não a nossa, mas como a grande maioria desses animais não tem consciência dessa """lei""", eles são anistiados. A situação piora se todos os humanos - ou grande parte destes - decide que só vai se alimentar de vegetais. Assim, muitas terras deverão ser usadas exclusivamente para produção do nosso alimento, o que implicaria na diminuição do habitat de nossos amigos animais. Isso é moralmente inaceitável, e podemos estender o direito à propriedade a todos os animais. Usar terra pra cultivo e destruir lares? Nem pensar. Qual seria a solução? Não comer vegetais, fungos, plancton ou qualquer outro ser vivo.


Agora, só nos resta uma alternativa: alimentos sintéticos. Mas sem uso de fontes animais, vegetais ou outra coisa que se defina como vida. Já sabemos que se apropriar indevidamente do alimento alheio é moralmente inaceitável, e podemos estender essa lei para todos os seres vivos. Por exemplo, não podemos usar minerais, pois estes poderiam estar sendo usados pelas plantas para a síntese de alimento. Como as plantas não tem consciência disso, assim como os animais, elas são anistiadas. Pow mano11, açim naum dá pra uzar nads neçe praneta!!1 Exato. Não podemos usar nenhum material desse planeta, e digo mais: não podemos usar material de nenhum outro planeta, porque nós, seres humanos que tem consciência ambiental, não devemos alterar os processos naturais do universo. O que fazer diante desse impasse? Simples: Você, enquanto vivo, não serve para nada. Suicidio resolve! além de finalmente servir como alimento para seus amigos anelídios, fungos e vegetais.

Mas... e se todos esses caras decidem se suicidar? Vão restar só esses imbecis comedores de carne! Mas fique tranquilo, pois eu tenho a solução que concilia todos os grupos! Canibalismo! Se nós, que gostamos de carne, só consumirmos carne de humanos, não vamos estar quebrando nenhum "ciclo natural" (leia "nenhuma lei inventada por humanos"). Pode parecer uma contradição, e realmente é, mas várias contradições são aceitas enquanto animais, vegetais, fungos, protozoários e bactérias são anistiadas por violarem uma "lei natural" para sobreviver. E além disso, vai existir uma única espécie cometendo "crimes" para se alimentar e sobreviver. Somos seres superiores, inteligentes, os juízes da natureza. Temos que sobreviver de alguma forma, e não podemos fazer isso sem violar alguma das leis. Podemos nos matar para comer, ou melhor ainda, separar alguns e criar uma fazenda de criação de humanos, para que assim, possamos sobreviver minimizando qualquer interferência para com nosso universo, violando o menor número poçível de """leis""".

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Criando papéis de parede usando... funções periódicas?

Olá, queridos.

Estas são uma série de imagens que obtive de um programa que eu mesmo fiz que desenha gráficos de funções. Maaaaaas, quando tentei plotar sen(x) de -1000000 a 1000000, obtive isto:

sen(x) de -1000000 a 1000000, clique para ampliar.


Claro que eu não esperava um resultado desses. O que eu imaginava era um ruido imenso por causa da imensa amplitude do domínio que eu determinei. Mas, já que eu fiquei impressionado com a imagem, como seriam as imagens se eu tentasse compor o seno com alguma outra coisa? É isso que eu testei. Veja os resultados:

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Será que alguns esqueceram o cérebro...?

Eu, por exemplo, esqueci o meu na hora de inventar um título pra esse post. Enfim, esta situação pela qual passei foi meio que... interessante:


Me: Olá. Gostaria de comprar uma passagem para Babalópolis, das 18:30. Ainda tem poltronas disponíveis?

En: Sim senhor! Só um instante...

...

En: Pronto, senhor. Aqui está.

Me: Gostaria também de comprar a passagem de volta...

En: Olha, senhor, a passagem de volta eu aconselho a comprar lá em Babalópolis.

Me: Mas eu quero comprar a passagem da viagem de volta para o próximo domingo.

En: Então... qual é a chance que você tem de perder o ônibus de volta?

Me: Não sei, moça. Mas a viagem daqui para Babalópolis demora, em média, uma hora e meia, e depois das 20 horas, o guichê da companhia fecha. E também, eu moro em outro lugar. Na volta, só vou passar em Babalópolis de novo quando faltar uns 20 minutos para a saída do último ônibus que volta pra cá, tempo no qual todas as poltronas costumam já estar reservadas. Acho que você deveria mesmo é perguntar qual é a chance de eu não conseguir comprar a passagem quando estiver em Babalópolis. Você pode também experimentar trocar aí no seu computador onde tá escrito "saída", você põe "Babalópolis", e onde está chegada, você põe "Canarinhos". Das outras vezes que eu viajei, as atendentes fizeram isso e me venderam as passagens da ida e da volta.

En: Ah, ok... só mais um instante...

...

En: Pronto. Qual é o horário?

Me: Das 19 horas.

En: Certo... o total dá 26 reais e 10 centavos.

Me: Belezinha. Muito obrigado.

Mega-sena: Como tornar o jogo mais "interessante" (ou não)

Não, queridos. Não vou expor uma técnica que aumenta suas chances de ganhar na loteria, o que é um grande engano. Talvez eu quebre a lógica dessas "técnicas" algum dia, mas hoje eu vou dizer porque eu não jogo na Mega-Sena. Aliás, eu jogo sim, mas em ocasiões bastante especiais.

Pode parecer estranho, mas na minha opinião, o prêmio da Mega-Sena é muito baixo. Como açim, tio?? Calma. Pelo valor da aposta única de 6 dezenas, o prêmio dado pela CEF poderia ser muito maior. Por que?

Vamos fazer umas continhas. A aposta única de 6 dezenas, atualmente, custa 2 reais. Maaaaas, o número total de jogos de 6 dezenas possível é 50063860 (cinquenta milhões, sessenta e três mil, oitocentos e sessenta), dado por C(60,6). Procure por combinação e número binomial na Wikipedia. Oras, o grande problema não é escolher 6 números entre 60. É escolher 1 jogo entre 50063860! (a exclamação aqui não funciona como fatorial, é para enfatizar). Como o jogo custa 2 reais e existem tantas possibilidades assim de jogos, nada mais natural que o prêmio mínimo ser R$2 x 50063860 = R$100.127.720,00 (cem milhões, cento e vinte e sete mil, setecentos e vinte reais).

Mas você pode ainda estar se perguntando: Man0l, açim a caicha vai quebrar se for axim todo sorteio. Talvez. Analisando os dados disponíveis no próprio site da Caixa Econômica Federal dos últimos 448 concursos realizados da Mega, que são os que tem a estimativa do prêmio do concurso seguinte, e fazendo o pornográfico dos dados da estimativa de prêmio e número de jogadores, nós vemos o seguinte:

Clique para ampliar

A linha vermelha indica o valor do prêmio estimado, dividido por 1000 (quer dizer, a linha vermelha na verdade é 1000 vezes mais "alta" do que representada aqui). A linha azul representa o número total de ganhadores no concurso. Veja que, geralmente, quando a linha vermelha está em "pico", a linha azul também estará. Isto é evidente, pois quanto maior o prêmio estimado, maior o número de apostas, e, por consequência, maior o número de ganhadores. Se, na média, o prêmio for bem mais alto do que costuma ser, o número de apostas irá aumentar, e, portanto, a arrecadação também.

De fato, o coeficiente de correlação (que é outra coisa que você pode pesquisar na Wikipedia) entre o número de apostadores e o valor do prêmio estimado é 0.813. Este número é um indicador do quão proporcional uma grandeza é em relação a outra, indo de -1 a +1, com -1 pra "muito inversamente proporcionais" e +1 pra "muito diretamente proporcionais". Se for 0, então as duas grandezas podem ser ditas, de certa forma, "muito nada a ver uma com a outra".

Portanto, colegas, não digo para esperarem o prêmio chegar a 100 milhões pra apostar na Mega, mas apostar - se quiserem, claro - apenas quando o prêmio for alto o suficiente com relação àquilo que estão dispostos a gastar. Mas que o prêmio poderia ser um pouquinho maior, ah... poderia!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Era uma vez um mamute...

Há muito tempo que um filhote de mamute, último de sua espécie, conformado com o cruel destino de sua espécie, decidiu que queria experimentar de todos os desprazeres da vida. Esta triste história é conhecida por todas por causa de um vídeo:


Fiquei curioso com a situação de vôo. Todos sabemos que mamutes não voam voavam. Então, algumas dúvidas me surgiram:
  1. Quanto tempo levou a queda do mamute?
  2. Qual a velocidade do mamute no final da queda?
  3. Qual o módulo da força que o chão exerceu sobre o mamute no final da queda?

Ah, vá!

AI GIZUIZ! VO MORRÊ!

Passando vírus para os amiguinhos [ALERTA]

Sim, este é o primeiro post de utilidade pública deste blog. Hoje vou ensinar a vocês como detectar se um email que você recebe é vírus ou não usando apenas seus próprios cérebros. Vou ensiná-los usando um exemplo bastante prático que recebi hoje:


O que há de errado com um aviso tão inofensivo como este, pedindo humildemente que se atualize os dados do banco? Vamos verificar algumas coisinhas neste recadinho, como remetente, destinatário, e a mensagem em si.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Música para os ouvidos


(Leia os outros posts enquanto ouve ou não)

Extinção das mulheres. Será?

Este pequeno artigo tem causado desordem e caos pela internet, e não é por menos: dadas as taxas de natalidade e proporção de nascimento de homens e mulheres, as mulheres deixarão de existir. Eu mesmo não estou nem um pouco preocupado com isso. Estou é preocupado com a quantidade de seres vivos que estão dando crédito pra essa história.

En: Mas esta foi uma pesquisa realizada pela ONU!!

Me: Grandes merdas, pra ser bem franco. Fico até aliviado em saber que (1) alguém na ONU fica fazendo pesquisas inúteis, assim como eu, mas ao contrário, se leva a sério demais ou (2) alguém trollou a Economist bonito!

Mais impressionante ainda é ver gente dizendo "oh, mas isso tem toda a lógica". Vamos, então, usar a lógica de verdade.

Vamos supor que chegamos a situação de ter nascido "a última" mulher de um determinado país, que seja o Zarabequistão do Leste. Oras, se nasceu alguém, é porque existiu algum meio de procriação: ato sexual ou fertilização artificial.

Se tiver sido por ato sexual, é porque algum homem ainda existe na região. Supondo que nenhum problema de saúde afete a fertilidade do(s) homem(ns) e da mulher que gerou a "última" menininha, ainda teremos pelo menos uma mulher fértil, que, se jovem o suficiente e crente da sua importância para procriação e continuação do orgulho do Zarabequistão do Leste, ainda pode ter mais filhotinhas. Sem contar que a menininha que acabara de nascer ainda vai crescer e se tornar fértil. Isso levaria à alta probabilidade de incesto, mas dificilmente iria acabar com a população do Zarabequistão do Leste.

Se a nossa leste-zarabequistanesa nasceu por algum método artificial, é porque muito provavelmente não há homens no país, mas existe banco de sêmen, que contém quantidades incríveis de gametas masculinos. Se for assim, podemos supor que a mulher que deu à luz seja a última que restou antes do nascimento de sua filha, e ir adiante supondo também que ela irá ter uma fazenda de criação de humanos. Se algo a impedir de criar a fazenda, ela vai para o vizinho Zarabequistão do Oeste, mais pobre e com maior taxa de natalidade, onde ainda restam alguns homens e mulheres cientes da importância da procriação.

Podemos estender essa lógica para países que estejam afetados gravemente pela baixa natalidade, com número de mulheres n > 1. Se isso acontecer, o governo desses países irão criar programas de incentivo à procriação, visando  aumentar a população feminina, e aumentando drasticamente o nível de natalidade em geral.

Conclusão: a humanidade não irá acabar por causa do baixo índice de natalidade ou pela falta de mulheres.

Creio que isto dê fim à polêmica, e mostre que mesmo pesquisas feitas pela ONU podem, sim, ser refutadas. Mesmo que esse cenário possa se tornar verdadeiro, o Brasil terá muito a ganhar: seremos uma grande potência econômica, lucrando horrores com a exportação de mulheres.


Ps: quero ver alguém aí tentar falar leste-zarabequistanesa rápido 5 vezes.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Forever alone



Caindo da bicicleta

Este é um pequeno exercício de física que eu bolei enquanto ainda estava no colegial.

Uma criança está feliz em sua bicicleta, imprimindo uma velocidade de 4m/s. De repente, algo faz com que a criança caia de sua bicicleta. Assumindo que o coeficiente de atrito dinâmico entre o chão e a criança é 0.8 e a aceleração da gravidade é 10m/s², qual deve ser o rastro de sangue deixado no chão pela criança? Assuma que o atrito com o ar é desprezível e que nada mantém a criança fixa na bicicleta.


domingo, 21 de agosto de 2011

Volkswagen e a vantagem progressiva

Muito recentemente, a Volkswagen anunciou uma promoção onde quanto maior o valor do veículo - ou mais opcionais incluídos - maior o desconto obtido. Se você ainda não viu, veja:


Não querendo fazer um merchan gratuito pra Volks, mas já fazendo, tive a seguinte dúvida: Qual deve ser o valor do carro para que ele saia de graça? Gastando meus muito neurônios, cheguei a conclusão: depende.

Primeiro post

Sim, sou eu tentando mais uma vez criar um blog. Como sou um aspirante a matemático, por que não criar um blog sobre matemática aplicada a coisas absurdas ou sem sentido? E já que também sou um pensador de coisas inúteis, porque não pensar em coisas inúteis matematicamente?

Não sei se vou ter uma grande audiência, já que eu costumo me divertir sozinho com este tipo de coisa. Maaaas, vou dar uma chance pra esperança - que costuma ser a última que morre - e dividir minhas ideias loucas com os outros.